Imprensa

Em 2009, foi publicado um artigo na Revista de Domingo do jornal Correio Brasiliense sobre nossos trajes. Veja a seguir um trecho dessa reportagem.



Nobres e plebeus

Longe de ser um ofício, customizar fantasias é hobby para as amigas Carolina Dias de Alencar Silva, 27 anos, e Patrícia Souza Wanderley, 27. Biólogas de formação, elas compartilham uma atividade que em nada se aproxima do conquistado canudo. Requisitadas pela taberna e espaço cultural Mittelalter, Carolina e Patrícia chancelam o figurino medieval que pode ser encomendado por frequentadores do espaço ou para festas temáticas.

“Sempre produzi minhas fantasias para as festas do Caio, daí surgiu o interesse pela confecção delas. Em março deste ano, ele nos chamou para fazer esse trabalho para a taberna, de onde vêm a maior parte das encomendas”, conta Carolina. Nas horas vagas, de segunda a domingo, elas se orgulham de dar vida aos coloridos croquis, transformando em batas, calças, vestidos e véus. Um trabalho baseado em consistente pesquisa histórica e muito esmero. O ateliê é improvisado. “A bagunça é lá em casa mesmo”, brinca Carolina.

Desenham, cortam moldes e costuram trajes de camponeses e nobres. Peças mais simples tomam, no mínimo, 10 horas de cosimento. “Pouco tempo”, aponta Carolina, considerando que a dupla levou três meses para ornar com fitas e pedrarias o vestido da duquesa. A peça é a mais cara e custa R$ 500. Para dar chance aos compradores que desejam um traje típico, as batas masculinas podem sair por R$ 50. Para as meninas, vestidos feitos com tecidos mais populares custam a partir de R$ 100.

» Reportagem: Maria Júlia Lledó
» Produção: Bianca Assunção
» Modelos: Guilerme Costa da Agência
Mega Models e Mariana Barbato
» Cabelo e Maquiagem: Rose Paz
» Agradecimento: Mittelalter

Direitos reservados